ter. mar 19th, 2019

Flamengo espera que punição por baderna não seja grave

Não houve incidentes em campo, na final da Sul-Americana, mas o mau comportamento da torcida rubro-negra pode causar punição ao clube.

Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

Kleber Vieira

Que vem castigo é certo, mas a preocupação do Flamengo, agora, é com o tamanho. Ao saírem da audiência da tarde de quarta-feira, na sede da Conmebol, na cidade de Luque, no Paraguai, os representantes do clube se mostraram otimistas.

Eles não creem em punição ao clube, na Copa Libertadores da América, pela grande baderna e depredação causadas pela torcida rubro-negra, na final da Copa Sul-Americana, contra o Independiente, no Maracanã, em 13 de dezembro último.

Na ocasião, os torcedores causaram pânico nas imediações do Maracanã, soltando bombas, promovendo agressões, intimidação a torcedores do Independiente, e confronto com a Polícia Militar.

Além disso, imagens de câmeras de segurança flagraram a invasão de grupos – mais de mil pessoas, segundo a PM -, após derrubar portões do estádio. Depois do empate em 1 a 1, que deu o título aos argentinos, houve depredação dentro do estádio, embora não fossem registrado conflitos entre torcedores.

O processo

No processo aberto pela Conmebol desde o ano passado, o Flamengo havia feito sua defesa por escrito, e agora, os advogados fizeram s defesa formal. Assim, apresentaram argumentos e provas para tentarem evitar uma punição.

A audiência de instrução durou mais de três horas. O Flamengo apresentou documentos enfatizando que havia enviado documento oficial às autoridades, pedindo segurança máxima para o dia do jogo.

A solicitação se baseava na importância do jogo e em incidentes ocorridos durante a primeira partida, em Avellaneda, uma semana antes. Alguns torcedores rubro-negros relataram agressões, por parte dos argentinos, e prometiam, via redes sociais, um revide no jogo de volta.

Os advogados do clube querem evitar que a Conmebol o sentencie a jogar a primeira fase da Libertadores fora do Rio de Janeiro ou com portões fechados. A estreia na Libertadores está marcada para 28 de fevereiro, a princípio, no Maracanã.

O Flamengo foi denunciado em dois artigos pelo Tribunal de Disciplina da Conmebol, com registro de seis incidentes. Pelo artigo 11, inciso 2: lançamento de objetos em campo (alínea B), uso de fogos de artifício e materiais pirotécnicos (C), “causar danos” (E), falta de ordem e disciplina antes, durante e após a partida (F), não identificação de causadores de tumulto e agressões (G). Este item, especificamente, é o que pode causar a punição ao Flamengo.

De acordo com o regulamento da Copa Sul-Americana, o Flamengo foi denunciado no artigo 20, que fala sobre a responsabilidade do clube mandante pela segurança da partida e pela organização do jogo, com medidas preventivas, com uso da Polícia e da contratação de agentes particulares.

As punições previstas,  estabelecidas no artigo 22 do Regulamento Disciplinar, vão da advertência à multa de R$ 1,3 milhão, a exclusão de competições, passando por perda de mando de campo até a obrigação de jogar fora do país de origem.

Os auditores da Conmebol foram o paraguaio Eduardo Gross Brown, o venezuelano Amarilis Belisario e o chileno Juan Carlos Silva.

Advogado de Guerrero

O advogado Pedro Fida foi contratado pelo Flamengo para representar o clube junto à Conmebol. Ele também defende o atacante peruano Paolo Guerrero, do Flamengo, suspenso por doping pela Fifa.

No caso do jogador, a suspensão caiu de um ano para seis meses, o que permite ao peruano ir à Copa da Rússia. Fida acredita que Guerrero ainda pode ser inocentado. É nessa eficiência do advogado que o Flamengo também confia, para não ser severamente punido pela Conmebol.

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