ter. mar 19th, 2019

Isadora Williams, a Dama do Gelo de um país tropical

Ela nasceu nos ‘States’, fala ‘portuglês’, mas na hora de de defender o Brasil, não fugiu à luta

Patinadora levou o Brasil à primeira final olímpica e conduziu a bandeira no encerramento.

Foto: Reprodução/Internet 
Kleber Vieira

“Verás que um filho teu não foge à luta”, diz o Hino Nacional Brasileiro. Mesmo tendo nascido no estado americano da Geórgia, a jovem Isadora Williams decidiu vestir verde e amarelo, cores da pátria de sua mãe, desde que se tornou patinadora.

Desconhecida da maioria dos brasileiros, e não morando no ‘país tropical, abençoado por Deus’, como diz a música de Jorge Benjor, a linda brazuca de 22 anos fez história, ao colocar o Brasil em uma inédita final da patinação artística, na Olimpíada de Inverno, em Pyeongchang, na Coreia do Sul, na semana passada.

Independentemente da colocação, última na final, a bela Isadora já fez história, e acabou ‘premiada’, ao ser escolhida para conduzir a bandeira do Brasil na cerimônia de encerramento.

Não foi prêmio de consolação, como possa parecer. Foi o reconhecimento a uma jovem talentosa e guerreira, a única finalista do Brasil em uma modalidade dos últimos Jogos de Inverno.

Vencedora

Muitos brasileiros não conhecem Isadora Marie Williams, mas não é de hoje que esta jovem, nascida em Marietta, Georgia, a 8 de fevereiro de 1996, coleciona títulos e medalhas.

Embora tenha visitado poucas vezes o Brasil, ela decidiu competir pelo país da mãe, quando tinha nove anos de idade, por não ter chances de defender a bandeira norte-americana.

Vestindo verde e amarelo, Isadora Williams, aos 13 anos, após enviar um vídeo à Confederação Brasileira de Desportos no Gelo, ela foi convidada a representar o país no Mundial Junior da Holanda de 2010.

Treinada por Natasha Tymonshenko, Serguei Kouznetsov e a coreógrafa Danielle Rose, desde 2012, a patinadora compete como Senior. Foi a primeira da modalidade a ganhar uma medalha pelo Brasil em uma competição internacional, a medalha de bronze no Golden Spin of Zagreb de 2012, na Croácia.

No Nebelhorn Trophy de 2013, que serviu como repescagem olímpica, Isadora terminou na 12ª posição, ganhando, pela primeira vez, uma vaga na patinação artística em Jogos Olímpicos de Inverno para o Brasil.

Em 2014 representou o país nos Jogos Olímpicos de Sochi, na Rússia.Em dezembro de 2016, Isadora conquistou a medalha de prata no Santa Claus Cup, na Hungria, e também o índice para competir no Campeonato Mundial de Patinação Artística no Gelo de 2017 em Helsinque.

Em fevereiro de 2017, Isadora ganhou a medalha de ouro no Sofia Trophy, o primeiro ouro do Brasil na modalidade em uma competição de nível internacional. Em setembro do mesmo ano, Isadora ficou em quinto lugar no Nebelhorn Trophy, que serviu de repescagem olímpica, e garantiu outra vez a vaga olímpica para o Brasil nas Jogos Olímpicos de Inverno de 2018, em Pyeongchang, na Coreia do Sul.

Nesta competição, a patinadora conseguiu suas melhores pontuações nos programas curto e longo. Isadora fez história ao classificar-se para a final, com 55,74 de pontuação na 17a. posição.

Futuro

Isadora Williams não se mostrou muito animada quanto a uma futura participação em Olimpíada, pois alega que não estará ‘tão jovem’ (26 anos), mas deixou a questão no ar.

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