Próxima atração, Brasileirão

Terminados os estaduais, é hora do campeonato considerado o mais difícil do mundo

O Botafogo conquistou o Campeonato Carioca, mas o time precisa de reforços se quiser chegar longe.

Foto: Úrsula Nery/Ag.Ferj

Kleber Vieira

Acabou a moleza. Os campeonatos estaduais, salvo raras exceções, de acordo com a avaliação geral de imprensa e público, são médios ou fracos. Na opinião de boa parte das pessoas, não servem como parâmetro para medir, por exemplo, qual clube se mostra favorito para conquistar títulos mais expressivos, como o Campeonato Brasileiro, que começa no próximo sábado.

Em épocas remotas, equipes dos grandes centros, como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, eram os naturais favoritos. Nestas praças, se disputavam os campeonatos de altíssimo nível e, invariavelmente, eram as que levantavam os títulos nacionais. Entretanto, essa realidade mudou e o nível baixou, com o êxodo de craques e o enfraquecimento dos times.

Resultado, estados que até há bem pouco tempo não figuravam entre os favoritos, passaram a ditar o ritmo no País. Como Santa Catarina, que há três anos, contava com quatro equipes – Chapecoense, Figueirense, Avaí e Joinville – na elite, mais do que o Rio de Janeiro, que tinha apenas três, já que o Vasco havia sido rebaixado à Série B.

Desenho

E qual o desenho do Campeonato Brasileiro de 2018? Não muda muito para o de 2017, com equipes do Rio de Janeiro fracas, à exceção do Flamengo, que investiu na montagem de seu elenco, há dois anos, e manteve a base. O Fluminense parece
ter se recuperado, com um time mais coeso, sem grandes estrelas, mas com o ótimo técnico Abel Braga mantido. O Botafogo, campeão estadual, tem um time apenas razoável, ma muito aguerrido, sob o comando do elétrico Alberto Valentim, que levou o Palmeiras à vaga na Copa Libertadores, no Brasileiro passado. Já o  asco, que mantém Zé Ricardo no comando, tem uma equipe misturando juventude
experiência, porém não é nenhum candidato (hoje) a nada. Vai precisar de reforços, assim como o Alvinegro.

Na frente 

Embora o Campeonato Paulista também não tenha sido um primor, terminando, inclusive com uma polêmica decisão, Corinthians e Palmeiras (campeão e vice) parecem estar um pouco à frente dos cariocas. Foi assim em 2017, quando os
dois e mais o Santos terminaram à frente dos clubes do Rio de Janeiro. Santos e São Paulo vão lutar muito e devem ganhar reforços, para a longa jornada. Em Minas, o
Cruzeiro, de Mano Menezes, aparece como uma grande força, tendo o Atlético-MG como um bom pretendente, já que também conta com um elenco qualificado. O América, de volta este ano, é uma incógnita.

Mas inegavelmente, o Grêmio é atualmente, a grande equipe a ser batida. O time do técnico Renato Gaúcho está bem na Copa Libertadores, da qual é o atual campeão; é vice mundial e ganhou o Gauchão com um pé nas costas. Ora, direis: “ah, mas o adversário era o Brasil, de Pelotas”. E vos respondo: duas vitórias de 3 a 0 em uma final não acontecem todos os dias. Além disso, o Imortal Tricolor tem
um elenco bem ajustado, com jogadores em nível de seleção, como o goleiro Marcelo Grohe, o zagueiro Pedro Geromel, o atacante Luã e o meia atacante Arthur.
Qualquer coisa fugindo disso é considerada como zebra, embora a simpática Chapecoense venha fazendo bons campeonatos há dois anos, mesmo depois da tragédia que vitimou o clube. Porém, antes de a bola rolar, não se pode apontá-la como favorita, por mais boa vontade que se tenha.

É bom, lembrar que haverá uma pausa para a disputa da Copa do Mundo, de junho a julho, na Rússia. A tabela da primeira rodada do Campeonato Brasileiro é a seguinte:

Sábado 14/04/2018

Mineirão – Cruzeiro x Grêmio (16h)
Barradão – Vitória x Flamengo (19h)
Pacaembu – Santos x Ceará (21h)

Domingo 15/04/2018

Independência – América-MG x Sport (11h)
São Januário – Vasco x Atlético-MG (16h)
Itaquerão – Corinthians x Fluminense (16h)
Beira-Rio – Internacional x Bahia (16h)
Arena Baixada – Atlético-PR x Chapecoense (19h)
Nilton Santos – Botafogo x Palmeiras (20h)
Morumbi – São Paulo x Paraná (20h)

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