ter. mar 19th, 2019

Seleção de Ciclismo Militar está “funcionalmente muito bem”

Fisioterapeuta procurou diminuir desgaste dos atletas após treinos, dar preparação homogênea à equipe, respeitando características individuais

Divulgação/FAB

Fernando Campbell (esq. à frente) preparou a equipe de ciclistas militares brasileiros para  o Mundial na Holanda.

 

Kleber Vieira

 

Enquanto a equipe brasileira de Ciclismo Militar de Estrada compete no Mundial da Comissão Internacional de Desporto Militar, na cidade de Chaam, na Holanda, o tenente Fernando Campbell, fisioterapeuta que preparou os atletas, ressalta o alto nível dos atletas. Ele disse que eles se encontram “funcionalmente muito bem preparados”, o que dá uma expectativa muito positiva quanto aos resultados.

Os atletas Gideoni Monteiro, Marcio Vicente, Rafael Andriato, Magno Prado, Cristian Egídio e Andre Eduardo Gohr, todos terceiros sargentos, competem hoje e quarta-feira. A equipe tem como chefe a tenente Renata Gavinho e o Coach esportivo Marcelo Morone. O tenente Fernando Campbell ficou no Brasil.

“Os atletas estão funcionalmente bem para executarem as provas e isso dá uma visão inicial muito boa do ponto de vista motor desses atletas e além, disso, o grupo é muito comprometido, colaborativo entre si, os atletas se ajudam muito, são bastante profissionais no trato entre si, e são integrados com a comissão técnica, o que concede uma característica de grupo vencedor”, disse o fisioterapeuta.

A grande preocupação de Fernando foi minimizar o desgaste dos atletas com os treinos.

”Há um desgaste intenso, porque eles chegam a pedalar, por algumas vezes, 100km de distância, e isso causa um estresse grande do ponto de vista muscular e fisiológico. Vim a utilizar, no pós-treino com esses atletas, uma técnica de relaxamento e alongamento muscular, para poder facilitar a circulação local, visando ao que hoje em dia se fala em estratégia de recovere, ou de recuperação”.

Outra preocupação do fisioterapeuta da Seleção Brasileira de Ciclismo Militar de Estrada foi não interromper uma rotina anterior de recuperação que porventura algum atleta vinha tendo.

“Sempre me preocupo com o que eles vinham fazendo antes de se apresentarem, para manter a cadência, caso algum atleta já venha sendo assistido por um profissional de fisioterapia. Acho importante manter uma sequência de trabalho, de acordo com as necessidades dele, para não haver uma distância grande entre o que vinha fazendo e o que passou a fazer, a partir do momento em que se apresentou à equipe para a competição”, finalizou.

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