Presidente da Chape forçado a demitir preparador de goleiros

Wagner Miranda não fazia parte dos planos do treinador Guto Ferreira, e Maninho teve de demití-lo, sob protesto de alguns atletas

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Jandrei foi um dos que ficaram surpresos com a saída de Wagner (de boné); goleiro tentou interceder em favor do preparador

 

Da redação

A chegada de Guto Ferreira à Chapecoense não causou apenas uma mudança de comando, mas de toda comissão técnica.  Houve a exigência do afastamento de profissionais que trabalharam com o então diretor-executivo Rui Costa e com o técnico Gilson Kleina, que saíram. Os auxiliares Fabiano Xhá, Juninho e  preparador físico Marcelo Rohlig foram substituídos por Alexandre Faganello, André Luiz e Valdir Nogueira Júnior. Mas a saída mais sentida foi a do preparador de goleiros Wagner Miranda, considerado responsável pela boa fase dos goleiros da Chape.

De acordo com a assessoria de Wagner, o próprio presidente da Chapecoense, Plínio David de Nês Filho, o Maninho, mostrou-se contrário à saída de Wagner. Na noite da última terça-feira, o goleiro Jandrei  havia solicitado uma reunião com o dirigente, para interceder em favor do preparador, recebendo do dirigente a declaração de que também era contra, em função do bom trabalho que vinha fazendo desde janeiro, mas que precisava resolver a questão com o novo treinador

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Jandrei e Wagner tinham uma relação profissional e de amizade

Publicações de Santa Catarina informaram que Wagner Miranda ainda não foi substituído, mas deixou um trabalho elogiado por todos no clube. A assessoria do preparador ressaltou quem, com Wagner Miranda, o goleiro Jandrei recebeu o Prêmio Ouro de melhor da posição no Campeonato Catarinense de 2018, tendo sido o menos vazado, o que chamou a atenção da Sampdoria, da Itália. A Chape foi finalista do Estadual pela primeira vez e chegou às quartas de final da Copa do Brasil, com Jandrei pegando pênalti cobrado por Ricardo Oliveira, do Atlético-MG, nas oitavas.

“Foi um trabalho bonito e só tenho a agradecer a Chapecoense pela oportunidade que me foi dada. É legal ver o reconhecimento dos profissionais que trabalharam diretamente comigo no dia a dia e saber que ajudei na evolução de cada um deles. Infelizmente, os bastidores do futebol têm dessas coisas, faz parte da nossa rotina, e temos que seguir a nossa vida com dignidade. Novas portas se abrem para quem é trabalhador, honesto e correto. Saio com a consciência tranquila e com a certeza do dever cumprido”, declarou Wagner Miranda.

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