PM se engana e aciona dispositivo de gás lacrimogênio contra crianças

No momento que as das crianças desfilassem, uma apresentação de fumaça colorida iniciaria. Neste instante o militar acionou o dispositivo de gás lacrimogênio ao invés da fumaça colorida conhecida como fumígeno 

Momento em que PM corre para tentar afastar a fumaça da população presente

Da redação (AC)
Foto: Reprodução

Alunos do Colégio Militar Tiradentes foram atingidos por gás lacrimogênio durante desfile cívico de 7 de Setembro, em Rio Branco, capital do Acre. O ambiente ficou coberto por fumaça branca e de repetente os alunos começaram a correr desorientados e cobrindo o rosto. Todos que estavam presentes para assistir a cerimônia cívica passaram mal

Um vídeo mostra um garoto desmaiado sendo carregado em direção ao caminhão do Corpo de Bombeiros que estava estacionado próximo . No tumulto as crianças se dispersam causando o desespero dos pais.  Ainda no vídeo, uma mulher pergunta em tom de voz alto “gente, vocês viram a Lupita e Guadalupe?”

 

O comando da Polícia Militar do Acre (PM-AC) informou por meio de nota oficial, que o gás lacrimogêneo que atingiu a população foi lançado acidentalmente por um policial do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Ainda segundo a PMAC, o evento teria a demonstração de uma fumaça colorida conhecida como fumígeno, durante o desfile da escola, e no momento que o dispositivo foi acionado, o policial confundiu e acionou o gás lacrimogênio porque os dispositivos são muito semelhantes.

Segundo o Comandante Geral da PMAC, Marcos da Silva Kinpara, “elas são muito parecidas, o policial que fez a seleção e o que estava fazendo o acionamento dos dispositivos são altamente preparados, têm curso na área. Foi um equívoco e de imediato que soubemos o policial foi identificado, inclusive, ele se machucou, porque tentou segurar a granada com a mão e teve queimaduras de segundo grau. Ele recebeu atedimento, estava com os filhos lá também”, falou.

A nota diz também que o policial foi ouvido e assumiu inteiramente sua responsabilidade pelo incidente, e que “Na hora que o gás foi acionado e ele percebeu, tentou segurar para que o gás não saísse no intuito de causar menos impacto, mas a granada é quente, de metal, e machucou as mãos do PM. Os policiais estão extremamente tristes com o evento porque ninguém quer um desfecho desses, mas aconteceu e não teve nenhum tipo de ataque”, garantiu Kinpara.

Nota de esclarecimento do Comandante-Gral da PMCA

 

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